Transição da Reforma Tributária: como preparar sua empresa para as novas regras

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A transição da Reforma Tributária já começou. Por isso, deixar o assunto para 2033 pode criar uma falsa sensação de segurança para empresários que precisam adaptar sistemas, processos, preços e estratégias antes da chegada do novo modelo.

A mudança acontecerá de forma gradual entre 2026 e 2033. Assim, durante vários anos, empresas precisarão lidar com regras antigas e novas ao mesmo tempo. Em 2026, IBS e CBS entram em fase de teste; em 2027, a CBS passa a ocupar um espaço maior no sistema e PIS e Cofins deixam de existir; depois, entre 2029 e 2032, ICMS e ISS serão reduzidos gradualmente enquanto o IBS avança. Finalmente, em 2033, o novo modelo entra integralmente em vigor.

Portanto, a transição da Reforma Tributária não representa uma única mudança no futuro. Ela representa uma sequência de mudanças que já interfere na preparação das empresas.

Para Emerson Alex Smaniotto, sócio-fundador da Expande, esse período exige uma postura diferente dos empresários. “A Reforma Tributária não deve ser tratada como uma data no calendário. Ela precisa entrar no planejamento da empresa porque cada etapa da transição pode afetar processos, custos e decisões comerciais.”

A Expande, escritório contábil localizado em Dois Irmãos/RS e que atende empresas de todo o Brasil, acompanha esse processo por meio da contabilidade consultiva, da contabilidade estratégica e da consultoria empresarial.

Como funciona o período de transição da Reforma Tributária

Antes de pensar nos impactos para a empresa, é importante compreender que a Reforma Tributária não substituirá todos os tributos de uma só vez.

O governo estruturou uma implantação gradual justamente para permitir a adaptação de contribuintes, empresas, sistemas e administrações tributárias. Segundo a Receita Federal, a transição para o novo modelo começa em 2026 e termina em 2033.

2026 é o começo da adaptação

Em 2026, IBS e CBS entram em fase de teste, com alíquotas de 0,1% e 0,9%, respectivamente. Além disso, os contribuintes passam a lidar com novas informações nos documentos fiscais eletrônicos.

Isso significa que 2026 não deve ser encarado simplesmente como um ano para “esperar a reforma começar”.

Pelo contrário. É justamente o momento de testar sistemas, revisar cadastros, acompanhar documentos fiscais e identificar possíveis falhas nos processos.

A Receita Federal orienta que, desde 1º de janeiro de 2026, os contribuintes devem emitir documentos fiscais eletrônicos com destaque individualizado de IBS e CBS, conforme os documentos e leiautes aplicáveis.

2027 muda novamente o cenário

Em 2027, a transição ganha uma nova dimensão. A CBS entra em uma etapa mais avançada e PIS e Cofins são extintos. Além disso, o Imposto Seletivo passa a ser instituído, enquanto as alíquotas do IPI são reduzidas a zero para a maioria dos produtos, com exceções relacionadas à Zona Franca de Manaus.

Consequentemente, empresas precisarão revisar seus processos fiscais e comerciais antes dessa etapa.

Quais mudanças já começaram e quais ainda entrarão em vigor

A melhor forma de entender a transição da Reforma Tributária é enxergar o cronograma como uma sequência de etapas.

Em 2026, o foco está nos testes e na adaptação operacional. Já em 2027 e 2028, a CBS avança enquanto o IBS permanece em uma fase inicial. Depois, entre 2029 e 2032, começa a substituição gradual de ICMS e ISS pelo IBS. Por fim, 2033 marca a vigência integral do novo modelo.

De 2029 a 2032 acontece uma mudança especialmente importante

Nesse período, a substituição de ICMS e ISS acontecerá gradualmente.

Em 2029, a participação do IBS nessa transição será de 10%, enquanto ICMS e ISS representarão 90%. Para 2030, a proporção passa para 20% e 80%. Em 2031, chega a 30% e 70%. Finalmente, em 2032, o IBS alcança 40%, enquanto ICMS e ISS ficam em 60%. Em 2033, o novo modelo passa a vigorar integralmente e ICMS e ISS são extintos.

Portanto, empresas que trabalham com diferentes produtos, serviços, regiões e estruturas tributárias precisarão acompanhar essa mudança com atenção.

Como a transição impacta custos, precificação e planejamento financeiro

A Reforma Tributária não afeta apenas o departamento fiscal.

Na realidade, a transição da Reforma Tributária pode alcançar a formação do preço de venda, a margem de lucro, o fluxo de caixa e até o posicionamento comercial da empresa.

O preço de venda precisará ser acompanhado

Uma empresa pode manter o mesmo preço durante anos e, ainda assim, observar alterações na sua margem.

Isso acontece porque a composição tributária da operação muda ao longo da transição.

Por isso, simplesmente aplicar uma nova alíquota sobre o preço atual pode não ser suficiente. O empresário precisa analisar custos, créditos, tributos, margem e características da operação.

Além disso, empresas que vendem para outras empresas devem observar como a lógica de créditos tributários influencia seus clientes e fornecedores.

Nesse cenário, a contabilidade estratégica ajuda a transformar a mudança tributária em uma análise de negócio.

O fluxo de caixa também merece atenção

A mudança nos tributos pode alterar o momento e a forma como determinados valores circulam financeiramente.

Por isso, o planejamento tributário precisa conversar com a gestão financeira.

Não basta calcular quanto a empresa deverá pagar. É necessário compreender como as mudanças podem afetar o capital de giro, o preço praticado e a disponibilidade de recursos.

Emerson Smaniotto resume essa preocupação de forma objetiva: “A empresa precisa olhar para a Reforma Tributária com uma visão financeira. O imposto não termina no cálculo fiscal, porque ele influencia preço, margem, caixa e competitividade.”

Os principais erros que empresas devem evitar durante a adaptação

A adaptação pode se tornar muito mais difícil quando a empresa espera as mudanças acontecerem para somente depois começar a agir.

Um dos principais erros consiste em tratar a Reforma Tributária como responsabilidade exclusiva do contador.

Embora a contabilidade tenha papel central nesse processo, a mudança também envolve financeiro, comercial, tecnologia, faturamento, compras e gestão.

Ignorar os sistemas pode gerar problemas

Os sistemas utilizados para emitir documentos fiscais precisarão acompanhar os novos leiautes e regras.

Além disso, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS já publicaram um cronograma de implementação dos documentos fiscais eletrônicos, com datas de obrigatoriedade e publicação de leiautes para diferentes documentos.

Portanto, empresas precisam conversar com seus fornecedores de tecnologia e confirmar se seus sistemas estão preparados.

Outro erro consiste em manter cadastros sem revisão.

A classificação correta de produtos e serviços, juntamente com informações fiscais consistentes, será cada vez mais importante. Afinal, um erro na origem pode se repetir em várias operações.

Por que iniciar o planejamento tributário antes do prazo final

Esperar o fim da transição para tomar decisões significa perder tempo.

Afinal, algumas mudanças já estão acontecendo em 2026. Além disso, novas etapas chegarão nos próximos anos, exigindo preparação gradual.

Por isso, o planejamento tributário precisa considerar não apenas o cenário atual, mas também os diferentes momentos da transição.

Planejar significa testar antes da necessidade

A empresa pode começar avaliando seus principais produtos, serviços, clientes, fornecedores e operações.

Depois, pode simular cenários de preços e margens considerando as mudanças previstas.

Além disso, pode revisar contratos, sistemas e processos internos.

Essa preparação permite identificar problemas enquanto ainda existe tempo para corrigi-los.

Para Emerson Alex Smaniotto, “o melhor momento para descobrir uma falha de processo é durante o planejamento, e não depois que ela começa a gerar custo para a empresa.”

Como a Expande ajuda empresas a atravessar a transição da Reforma Tributária com segurança

A transição da Reforma Tributária exige mais do que acompanhar notícias sobre novas leis. Ela exige interpretação, planejamento e aplicação prática dentro da realidade de cada empresa.

É nesse ponto que a Expande atua.

Como escritório contábil em Dois Irmãos/RS, com atendimento em todo o país, a Expande combina contabilidade consultiva, contabilidade estratégica e consultoria para ajudar empresas a compreender os impactos das mudanças tributárias.

O trabalho envolve acompanhar o cronograma, avaliar processos, analisar impactos financeiros e apoiar decisões relacionadas à gestão tributária.

Além disso, a Expande busca aproximar a contabilidade da gestão. Assim, o empresário não recebe apenas informações sobre o que mudou, mas consegue compreender como essas mudanças podem afetar seu próprio negócio.

A Receita Federal mantém uma página oficial com os principais marcos regulatórios da Reforma Tributária, incluindo a Emenda Constitucional nº 132/2023, a Lei Complementar nº 214/2025 e a Lei Complementar nº 227/2026.

Acompanhar fontes oficiais é importante. Entretanto, interpretar como cada mudança afeta a operação é igualmente necessário.

A Expande, com atuação em Dois Irmãos/RS e atendimento a empresas de todo o Brasil, pode ajudar sua empresa a transformar a Reforma Tributária em um processo planejado, e não em uma surpresa. Com contabilidade consultiva, planejamento tributário e visão estratégica, sua empresa pode se preparar para cada etapa da transição com mais segurança, controle e capacidade de decisão.